Black Friday inclusiva

A Black Friday já se tornou o dia D das ofertas no Brasil. Recheada de descontos, muitas vezes, ela é estendida pelas marcas e lojas por mais de um dia, não sendo raros os casos em que ela abrange uma semana especial e até um mês todinho feito para você economizar.

Além da flexibilidade com a duração dos descontos, é cada vez mais comum que encontremos campanhas e ações que visam promover a diversidade, sempre abordando causas urgentes, em resposta às transformações que vêm acontecendo na sociedade nos últimos anos.

A maioria delas está alinhada com uma agenda de conquista de direitos das  minorias. Posicionar-se em relação a estas pautas faz cada vez mais parte da filosofia das marcas. Entre as mais inspiradoras, separamos três campanhas de incentivo à diversidade, durante a Black Friday brasileira em 2020, para você conhecer. Confira.

Equidade racial

Desde que o evento surgiu oficialmente no Brasil, em 2010, todos os anos, viralizam notícias de que o termo “Black Friday” seria racista. Na verdade, existem diversas teorias sobre a origem do nome, e algumas passam pelo aspecto racial em um contexto específico dos Estados Unidos, mesmo que isso não seja completamente comprovado.

Na dúvida, algumas empresas decidiram não mais utilizar o termo em suas campanhas durante a data. Geralmente, a justificativa dessa decisão vem da discussão em torno da possibilidade da origem racista e do compromisso dessas marcas com a equidade racial.

Assim, as empresas têm criado um termo próprio para o período de ofertas que coincide com a Black Friday, oferecendo os mesmos descontos já planejados.

Novembro Consciente

A marca de peças íntimas com qualidade absorvente Pantys também não utiliza o termo Black Friday. Nas lojas da empresa, mais que um dia ou semana de descontos, as ofertas acontecem todo o mês.

A ação é chamada de Novembro Consciente porque, além de contarem com as promoções, as consumidoras são convidadas a repensarem seus hábitos por meio de diversas ações.

A principal discussão envolve os próprios produtos da marca, uma vez que o objetivo das calcinhas, dos biquínis e dos maiôs absorventes é que o descarte seja reduzido.

Dessa maneira, a empresa pretende abordar questões relevantes, relacionadas à liberdade do corpo feminino, desde a diversidade dos tipos físicos até a pobreza menstrual.

Além disso, por meio de discussões on-line, a empresa promove a reflexão sobre o consumo em excesso, que acontece, em especial, durante o mês de descontos.

Site acessível

Grande parte das vendas da Black Friday é feita pela internet. Assim, empresas de médio e grande porte têm um setor especializado para atender a essas demandas, com equipe e estoque próprio. Contudo, nem sempre os sites são pensados para o acesso efetivo de pessoas com deficiência.

Desse modo, o artigo 63 da Lei Brasileira de Inclusão (LBI) determina que todos os websites com representação no país devam ser acessíveis às pessoas com deficiência (PCDs). Infelizmente, na prática, isso não é aplicado.

Um levantamento feito pela BigData Corp, empresa de pesquisa de dados, com foco no território nacional, demonstra que apenas 1% dos sites no Brasil são acessíveis para PCDs, e isso inclui lojas virtuais. Contudo, vale lembrar que um site inacessível não necessariamente impedirá que uma PCD o visite, mas tornará a experiência de usuário negativa.

Entre as poucas campanhas existentes, vale destacar as empresas que têm um aplicativo próprio para auxiliar o uso nas plataformas por PCDs. Em vias práticas, esses apps, com tecnologia assistiva para pessoas com deficiência e visão reduzida, podem ser baixados nos sites das próprias lojas.

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