O corpo feminino é único e, mensalmente, vivencia ciclos que alteram os hormônios e até a forma. Durante o período pré-menstrual, muitas mulheres queixam-se de inchaço no abdômen e nos seios, que adiciona alguns centímetros nas medidas.

Às vezes, algum desequilíbrio causado pelo estresse acaba desencadeando problemas que afetam a saúde ginecológica, como candidíase vaginal, endometriose e Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP).

Confira, a seguir, quais são os sinais desses males e qual é o momento de procurar ajuda médica.

Conheça três doenças ginecológicas e saiba como tratá-las

Candidíase vaginal

A flora vaginal é composta por diversos micro-organismos que ajudam a proteger o corpo. Dentre eles, há o fungo Candida albicans, que vive harmoniosamente no corpo feminino.

Às vezes, esse fungo se prolifera mais do que deveria e acaba causando uma infecção benigna, chamada de candidíase. Apesar de causar muito incômodo, o problema tem tratamento.

  • Quem pode ter: bastante comum, a condição afeta três a cada quatro mulheres em qualquer fase da vida, incluindo meninas, idosas e virgens;
  • Sintomas: coceira intensa na região da vulva e da vagina, corrimento espesso e esbranquiçado, ardor ao urinar; edema e ardor na vulva, além de dor durante as relações sexuais;
  • Por que acontece: uso de antibiótico, biquíni molhado por tempo prolongado, calcinha de tecido sintético e calça jeans apertada por longos períodos, além de queda na imunidade (por estresse, tratamento médico, como quimioterapia, ou gravidez) e dieta rica em açúcares,
  • Tratamento: é preciso consultar o ginecologista para saber qual é a melhor conduta a ser adotada. Em conjunto com a paciente, o profissional pode optar por medicamento local (comprimido ou creme vaginal) ou de uso oral.

Endometriose

Mensalmente, o organismo prepara o endométrio, camada de tecido que reveste o útero, para uma possível fecundação. Se a gravidez não ocorre, esse tecido descama e é expelido por meio da menstruação.

Em algumas mulheres, o endométrio pode crescer fora do útero, incluindo ovários, bexiga, peritônio e até diafragma, causando muitos incômodos e até infertilidade. A endometriose é uma doença séria e que precisa de acompanhamento médico.

  • Quem pode ter: mulheres em idade fértil, da menarca à menopausa. Segundo a Associação Brasileira de Endometriose, entre 10% e 15% das mulheres em idade fértil podem desenvolver a doença;
  • Sintomas: fluxo menstrual intenso, irregular e doloroso, cólica intensa e incapacitante, dor pélvica, durante a relação sexual, e dificuldade para engravidar;
  • Por que acontece: as causas dessa doença ainda são desconhecidas, mas a hereditariedade aumenta as chances de ter endometriose,
  • Tratamento: dependendo do grau da endometriose, pode ser preciso interromper a menstruação com o uso de métodos anticoncepcionais. Em casos graves, a cirurgia por videolaparoscopia pode ser recomendada.

Síndrome do Ovário Policístico (SOP)

Trata-se de um distúrbio hormonal no qual surgem pequenos cistos ao redor dos ovários, fazendo com que eles aumentem de tamanho e tragam desconfortos para a mulher ao longo do ciclo menstrual.

Bastante comum, a SOP tende a ser benigna e afeta mais de dois milhões de brasileiras por ano. Se não for diagnosticado ou tratado adequadamente, o problema pode evoluir para a infertilidade.

  • Quem pode ter: mulheres em idade fértil;
  • Sintomas: irregularidade menstrual (sangramento intenso ou ausência de menstruação), cólica intensa, acne, aumento de peso, excesso de pelos (em especial no rosto) e edema abdominal;
  • Por que acontece: não existe uma causa determinada, mas o estilo de vida pode ter impacto no aparecimento da SOP.
  • Tratamento: é multidisciplinar, incluindo uso de medicamento hormonal, como anticoncepcionais, e mudanças no estilo de vida, como prática de exercício físico regular e adoção de uma dieta nutricionalmente balanceada.

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